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keeping together is progress,
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

De volta

Passou rápido, muito rápido!!!

3 semanas voaram enquanto estivemos no Brasil e por mais que tenhamos tentado matar a saudade de todo mundo é óbvio que não deu tempo. Passamos a maior parte do tempo com nossas famílias e namoradas mas ainda fazem muita falta para nós. De qualquer jeito tivemos que voltar. Quer dizer, FM e eu. 

Por enquanto ele ainda está indeciso, mas o Pedrão não voltou e nem sequer comprou passagem. Ainda pensa em voltar pra cá e formarmos mais uma vez os 4 amigos, mas por enquanto somos só 3 mesmo. 

Mas como sei que todos entram aqui pra saber do que acontece no dia a dia e ler sobre as histórias cômicas que vivemos, aqui vai talvez uma das melhores de todas.



O FM viajou também na segunda feira, mas saía apenas de noite de São Paulo e portanto não nos encontramos antes de viajar. Ele veio num vôo direto de American Airlines, que chegou por aqui por volta das 5h da manhã.

Enquanto isso eu vivia a minha jornada de quase 30h pra chegar em casa. O dia começou bem cedo, o que me faz lembrar de quando meus pais falavam "não chegue tarde". Então fica aí a dúvida. Como diria minha namorada, depende muito da situação, pois analisem vocês então: 3:30h da manhã é cedo ou tarde??

Fui pro aeroporto e cheguei por volta das 6:30h já que meu vôo estava previsto pras 8:35h. Após o check-in tentei ainda declarar os bens na polícia federal mas nosso país mostrou mais uma vez porque está tão atrás dos países de primeiro mundo. A sala da polícia federal estava fechada já que os bonitões só começam a trabalhar a partir das 8h, isso porque estamos falando de um aeroporto internacional que tem vôos partindo e chegando 24 horas por dia.

Meu vôo era da Avianca e com uma escala em Bogotá. Fiz a primeira parte da viagem em 6h, chegando lá com tranquilidade e contente com a companhia aérea, pois além de ser a mais barata no mercado, ainda por cima refez sua frota de aviões após se juntar à Ocean Air e agora tem aeronaves de alta tecnologia mesmo na classe econômica. Tudo ia muito bem até eu descer no aeroporto. Após 2 anos da minha última passagem por lá, fiquei contente também com a reformulação do lugar, agora com muito mais estrutura de um aeroporto internacional. O grande problema é que minha escala era de apenas 6h !!!! Após ouvir música, comer, tomar, ler, dormir, acordar e tentar mil e uma posições mais confortáveis nas cadeiras, eu já não aguentava mais ficar alí. Quando faltava apenas meia hora pra embarcar e eu já dando graças a Deus de ir embora dalí, veio então uma notícia muito agradável:

- Passageiros do vôo 008 da Avianca com destino à Miami, teremos uma pequena mudança no itinerário devido a um problema na aeronave. O vôo das 18:15h será remarcado para as 20:30h.

Imaginem minha cara de alegria e satisfação ao saber que ainda iria ter mais 2:30h naquele aeroporto fazendo absolutamente nada!!! Pra completar mais ainda minha felicidade, a internet do aeroporto fazia questão de não funcionar, me tirando mais uma opção de distração. O único ponto positivo foi que a empresa forneceu um lanchinho para os passageiros que iriam ficar esperando.

Depois de tanto tempo, finalmente embarcamos e minha chegada prevista pra 1:15h da manhã com o novo itinerário acabou por ser cumprida com total êxito e chegamos pontualmente. Chegava agora talvez o momento de maior tensão de todas as vezes: A entrada nos EUA. Por mais que se tenha tudo certo, é sempre um momento preocupante, mas dei sorte de ir em um policial gente boa que ainda brincou comigo sobre natação perguntando sobre o Phelps e logo liberou minha entrada.

Dentro da nação mais forte do planeta, só me faltava encontrar o Erick com o carro pra poder vir pra casa. Começou então a aventura mais alucinante que já passamos por aqui. As chegadas são no terceiro andar do aeroporto e por alí, nada de Erick. Desci até o segundo andar, onde são as saídas de vôos, mas por alí nada também. Depois de um zilhão de subidas e descidas pelos elevadores, resolvi chamar no rádio o pessoal do Brasil para avisar que tinha chegado bem enquanto ainda procurava pelo Erick. Eis que no momento que estava falando com minha namorada ela me avisa que o Erick estava ligando pra casa dela pra avisar onde ele estava. Detalhe: Eram 3h da manhã no Brasil !!! Mesmo assim não encontrei com ele e em pouco tempo meus pais me ligavam avisando que ele também tinha ligado pra lá e aí sim consegui encontrar o carro. Estava no térreo, aonde só entram ônibus e táxis, escondido atrás de uma parede com o pisca alerta ligado, praticamente impossível de ser encontrado. Lá estavam Erick e Evandro, que logo vieram me abraçar e me ajudar com as malas. Tudo certo, era hora de voltar pra casa.


Foi eu dar a partida no carro e andar menos de 100 metros pra reparar que o volante puxava muito pra esquerda. Perguntei então se havia alguma coisa errada com o carro e segundo eles estava tudo bem até a hora que chegaram no aeroporto. Abaixei então o volume do som e logo escutei um "tec tec" estranho e percebi que estávamos com o pneu furado. No meio da estrada então arranjamos uma entrada qualquer e paramos o carro em um lugar que parecia cenário de filme de terror, poucas luzes, linha de trem ao lado, terreno baldio e um carro passando a cada 10 minutos. Descemos e vimos que estava realmente no chão o pneu e nos prontificamos logo a trocar. Aí começou a série de problemas que passamos. O estepe da pick-up fica embaixo do carro e alguém por acaso sabe como faz pra tirar ele de lá???
Foi um tal de deitar embaixo do carro, se sujando todo de areia, cada um tentando de algum modo descobrir como soltar o pneu de lá até que por um milagre o Erick conseguiu enxergar no meio da escuridão um pequeno buraco na parte traseira da caminhonete, entre a caçamba e o apoio traseiro. Muito bom, mas como  colocar alguma coisa ali que ajudasse??? Lembramos então de dois pedaços de ferro que havíamos encontrado uma vez embaixo do banco do motorista e que eu jurava que serviam pro ex proprietário do carro sair brigando com alguém por aí. Um deles encaixava perfeitamente no buraco e alguns giros depois lá estava o estepe no chão, guindado por um cabo de aço.

Veio então o segundo problema, como tirar o cabo do estepe? Após uma imensa análise no breu da noite, conseguimos soltar a peça que prendia a roda e agora parecia simples. Pegamos o macaco e descobrimos que o outro pedaço de ferro era a peça que faltava pra levantar o carro. Começou então o trabalho braçal realizado pelo Erick pra subir o carro. Conseguimos soltar o pneu furado e era hora de colocar o estepe no lugar mas pra isso ainda faltava levantar mais um pouco a pick-up e lá foi denovo o Erick girando o cabo de ferro quando de repente...

- Pessoal, fudeu!!! Não dá mais!
- Dá sim, dá sim, vai mais um pouco porque ainda está baixo.
- Não, vocês não entenderam... QUEBROU O MACACO!!!

Ficamos então olhando inconformados pra coisa, a peça soldada tinha soltado e não havia mais o que fazer senão sentar e esperar que uma ajuda viesse do céu. Fizemos sinal pra 2 ou 3 carros e ninguém parava pra nos ajudar. Corremos até um ônibus que estava um pouco longe mas também não nos ajudaram. E quando conseguimos parar um carro o motorista disse que não tinha macaco no carro dele e que deveríamos ligar pra polícia. Achei até uma boa idéia mas enquanto eu discava no celular reparei em um pequeno detalhe. Como eu ia chamar a polícia pra me ajudar se eu nem mesmo sabia onde estava?!?! Além disso, por acaso alguém sabe como falar macaco, a ferramenta, em inglês?? Não façam por favor como o Erick que me pediu um monkey emprestado pro cara. Fica a dica: JACK!!! Continuamos com nossas tentativas de parar alguém para nos ajudar e depois de mais de 40 minutos uma alma caridosa parou, nos emprestou o macaco e ainda ficou iluminando o lugar com uma lanterna para enxergarmos melhor o que estávamos fazendo. Tudo pronto, agora sim era hora de voltar pra casa finalmente.


Na volta pra casa, fomos conversando sobre novidades que aconteceram por aqui na minha ausência e sobre como está o Brasil. A conversa andava tão boa que conseguimos nos perder duas vezes na volta, atrasando ainda mais nossa chegada. Entramos em casa as 5:30h da manhã e o deveríamos acordar as 6h pra ir pro treino. Claro que acabamos não indo, não havia condição. Estávamos cansados e imundos, sujos de óleo e graxa, mas rindo de tudo que aconteceu.

Fomos dormir e esquecemos que o FM estava pra chegar também em pouco tempo. Deixamos a porta trancada e não escutamos ele batendo para entrar, então a solução encontrada por ele foi subir pela varanda e entrar em casa.


De tarde fomos treinar, mas não sem antes tomar uma ótima chuva e passar por uma tempestade com micro ciclone e por alguns momentos termos a impressão de que o treino seria cancelado.

É galera, essa volta pros EUA começou bem agitada... essa temporada por aqui promete ser muito boa!!!

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