Coming together is a beginning,
keeping together is progress,
swimming together is sucess!!!

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

A different saturday



O dia já começou diferente pelo horário de acordar. Ganhamos 1h a mais pra dormir essa noite, já que o Coach Gianluca só passaria por aqui pra nos pegar as 8h da manhã. Esperamos pela van e quando me dei conta éramos praticamente uma gangue no meio da rua. 8 caras mal encarados no meio do nada esperando por uma van misteriosa. Sorte não ter passado nenhum carro de polícia achando que éramos suspeitos de alguma coisa.

A competição foi como todos esperavam. Vazia e gelada. O frio também não deu folga hoje, mas pelo menos a chuva não caiu como o esperado. Várias provas numa mesma etapa e o cansaço dos treinos de uma das semanas mais pesadas que tivemos fizeram a galera ter que se superar pra nadar bem. Além disso ainda tivemos que encarar provas que não são nossas especialidades já que não existiam todas as provas no programa e fomos obrigados a nos adaptar ao que tinha. Mesmo com tudo isso, acredito que todos em casa nadaram bem. Os tempos talvez não tenham sido tão expressivos, mas considerando toda a carga de treino e as dificuldades da semana, conseguimos mesmo assim mostrar mais uma vez para que viemos. Nossa casa nadou dentro das expectativas do Coach Alex e novamente levamos pra casa a maioria das provas, dando trabalho pra toda a galera que treina por aqui. O único ponto triste da competição foi pensar que essa foi a última vez que caímos na água junto com os cariocas por aqui. Eles estão de partida segunda-feira e portanto não nadam mais nos EUA. 

Pra encerrar a viagem deles, aproveitaram pra ir pra Miami hoje, assistir um jogo da NBA. A partida acho que era por volta das 4h da tarde, então não tenho a menor idéia que horas eles chegam de volta. Hoje também foi dia da partida do Erick pra Denver, conhecer a universidade que o amigo dele treina e também a equipe, já que essa é uma das opções do cara pra uma possível faculdade nos States. Ele fica fora a semana toda, só retornando domingo, o que para nós é um alívio da psicose da limpeza, mas também vai fazer falta na hora que precisarmos colocar a casa em ordem. 

Ficamos apenas 4 em casa, Eu, FM, Pedrão e Simoni e como já era tarde, esperar pela comida ficar pronta ia matar alguém de fome, portanto fomos comer fora mesmo. No caminho passamos por um Garage Sale que de bom não tinha nada, aliás, tinha sim uma velha querendo cobrar 10 dólares por um guarda-sol que queríamos usar de guarda-chuva e claro que por esse preço a velha ficou falando sozinha.

Depois do almoço concluímos que os 10 dólares foram realmente mal economizados. A chuva que não veio pela manhã resolveu das as caras de tarde e adivinhem... voltamos pra casa encharcados. Banho tomado, todos aquecidos em casa, chuva lá fora, não sobrou muita opção do que fazer a não ser ficar em casa cada um em seu laptop, procurando alguma coisa interessante na internet e em breve provavelmente aquela dormida recuperadora de todos os dias. A noite vai chegando e nada aparentemente pra mudar o rumo de hoje. Amanhã promete ser um dia mais agitado, pelo menos pra mim e pro FM. Nós vamos pra Miami no jogo dos Harlem GlobeTrotters com o Coach Alex, acho que vamos nos divertir um tanto quanto bastante.

É, hoje foi um sábado estranho e diferente. Mas vale a pena dar uma passada no blog dos cariocas pra conferir a visão do dia de hoje pelo olhar do capitão.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um dia frio, um bom lugar pra...

Ufa, agora estou aquecido. Acabei de tomar um banho fervendo e coloquei um casaco. E esse foi praticamente meu único contato com alguma coisa quente durante o dia todo desde a hora que saí debaixo das cobertas quando acordei pela manhã.

A metereologia realmente não errou e aconteceu o que todos temiam, o frio piorou! Eram 6 a.m. e os termômetros da casa marcavam uma temperatura de 60 graus fahrenheit, aproximadamente 15 graus. Isso dentro de casa com todas as janelas fechadas e 8 morando aqui dentro. Lá fora o buraco era bem mais fundo e o vento ainda ajudava a piorar a situação, trazendo uma sensação térmica de incríveis 5 graus no Sul da Flórida.

Superação!!! Esse foi definitivamente o lema do dia. Todos os dias levantamos da cama com sono, cansados, mas prontos para ir treinar sem ao menos questionar tal fato. Hoje porém a situação foi diferente. O frio já nos fez levantar 10 minutos mais tarde que o normal mostrando que não seria fácil sair de casa. Muitos pensaram em mil desculpas para não aparecer na piscina, mas motivados uns pelos outros, saímos todos de casa, enfrentando o frio terrível que nos aguardava na água. E ele realmente estava lá. A piscina também não colaborava muito com a água gelada e a primeira hora de treino foi realmente de chorar e bater os dentes. Pelo menos algo iluminou a mente do Coach Alex que mandou um treininho leve e curto, mas claro que nem mesmo o frio iria impedir do deep group brincar de chegar na frente dos sprinters, afinal, não deixamos barato nem abaixo de zero. Após o treino, Gianluca também fez sua parte e nos ajudou com uma parte física bem leve, já visando a competição de amanhã também. 

Aquela dormidinha da tarde foi essencial pra criar a coragem necessária pra comparecer ao segundo treino do dia e embora todos esperassem por alguma coisa mais forte, o máximo que rolou foram alguns tirinhos de velocidade e parou por aí. Agora de noite rolou aquela pizza de sempre, mas dessa vez com um motivo maior. Os cariocas fizeram seu último treino por aqui. Amanhã estarão presentes na competição e chega de natação americana pra eles. Fim de semana tá todo mundo indo embora e seremos cinco aqui em casa.

Com todos os acontecimentos da semana, fiquei então pensando em alguma música que pudesse representar com quase perfeição a nossa situação por aqui, até que cheguei em Somos quem podemos ser do Engenheiros do Hawaii. 
Pegando o primeiro trecho vemos que realmente nos abriram os olhos pro mundo real e chega de fantasias, as nuvens não são de algodão e embora os ventos errem a direção e nos deixem morrendo de frio por aqui foram eles mesmos que nos trouxeram e abriram um buraco na escuridão, disparando nossos corações pra essa aventura.
Continuando, nossa vida imita sim o vídeo e como nos filmes passamos por coisas que nunca imaginávamos passar, mas ao contrário dos filmes, fazemos nossa própria história por aqui e mostramos que mesmo com todas as dificuldades de um país sedento por nos fazer desistir, vencemos e continuaremos vencendo todos os obstáculos, embriagados sim, embriagados de vontade e desejo de alcançar nossos objetivos.

Afinal, nós realmente não somos o que os outros falam ou pensam. Somos sim quem podemos ser e principalmente, seguimos à risca, os Sonhos que podemos ter!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ele voltou!!!

Não, não foi ninguém que treinava aqui e foi embora, nem foi Popov ou Thorpe, muito menos o Dalai Lama para outra palestra por aqui. Quem voltou dessa vez foi o frio mesmo, e que frio!!!!



O jeito foi saltar na água e rebolar pra fugir do frio. O vento pela manhã e o ar gelado faziam cortar a pele e até o treino previsto acabou sofrendo alterações devido ao Alaska que se abateu por aqui essa manhã. Pra piorar ainda recebemos no meio do treino um aviso de que amanhã vai ser mais frio, era só o que faltava pra alegrar bem o dia. Por sugestão do Daniele, acabamos brincando de hipopótamo e deixando só a cara pra fora da água, tentando evitar o máximo possível qualquer contato com o ar gelado que estava por aqui. A galera reclamava tanto que até o cara mais comportado e único americano da equipe mandou um That's Fucking freeze man!!!



Pra piorar um pouco mais a situação, meu pulmão parecia não querer funcionar pela manhã e acabei tendo uma mini crise de bronquite que me tirou da água mais cedo, me fazendo fugir do cansaço que viria na série mas não do frio que já tinha se instalado por inteiro no local. O vento incessante não dava sequer um segundo de trégua e pra quem treinava na longa era uma situação um tanto quanto diferente, pois pra um lado havia uma enorme facilidade pra ir, porém a volta ficava extremamente difícil graças ao furacão que soprava na nossa cara. Quem se deu bem no fim das contas foi o Erick, que foi junto com o grupo de velocidade pra piscina de jardas e nadava de lado pro vento (Só não sei se ele não foi parar na raia do lado alguma vez).

Na musculação acabamos vivenciando uma cena também inusitada. Uma academia cheia de pessoas com casacos e calças. Ninguém sequer tinha coragem de tirar a roupa de frio pra fazer os exercícios. Era mais seguro ficar assim mesmo. Bom, isso até o último item da lista de atividades de hoje, porque ela terminava com nada menos que um desafio de Pull-ups Max, traduzindo, barras até não aguentar mais. Desempenhos dentro da média pra todo mundo na casa, mas impressionante foi ver Luis Andrés Salazar, um dos nadadores da Davie, fazer 21 barras passando até o peito e voltando o braço esticado. Ninguém se atreveu nem a desafiar o desempenho do cara.

Saindo do ginásio, todos foram pra casa com exceção de um. EU!!! Fui com Coach Omar até Miami, buscar novos móveis pra casa (as fotos vem no post de amanhã) e achando que seria só uma mesa e quatro cadeiras, fui surpreendido por uma mudança inteira na casa e tive um dia de estivador carregando peso pra fora da casa e pra dentro da van. Isso sem contar que estava no meio de simplesmente uma comunidade cubana, com a maior cara de Havana e cerca de 800 mil cubanos que moram por ali. Eu podia jurar que a qualquer momento o Fidel em pessoa iria me oferecer um charuto.
De volta pra casa, hora de almoçar e deixar pro nosso garoto TOC, Erick, arrumar tudo pela sala e pelos quartos, deixando a decoração ao seu modo, embora o decorador oficial seja o Pedrão, mas essa piadinha todo mundo já conhece.

O treino da tarde não trouxe muitas novidades, apenas algumas informações sobre as competições que estão por vir e uma bronca no Oliver no meio da série de velocidade. Fora isso nada demais, voltamos pra casa com a certeza de que amanhã vai ser pior que hoje pra cair na água, mas depois do treino será mais um obstáculo ultrapassado!!! Good night guys!!!

Swim on birthday, but no birthday swim




Era meia noite em ponto quando Erick e eu simplesmente pulamos em cima do FM que já estava dormindo. Isso porque hoje era aniversário do cara e fomos realmente os primeiros a dar parabéns dessa vez.
Hoje pela manhã demos de cara com o Panta, que retornou do seu cruzeiro pelas Bahamas no meio da madrugada e ninguém tinha notado que ele já estava de volta.

O céu prometia chuva, mas parece que São Pedro anda de sacanagem com a gente, porque ele só mandou os raios e trovões cerca de 5 minutos depois de ter acabado o treino, portanto não levamos o boi de cortar o treino no meio do caminho. Fizemos então o treino todo e hoje acho que ninguém tinha nada pra reclamar, afinal foi tudo leve e curto. Mesmo assim ainda tive tempo pra dar uma lição na galera de peito e velocidade que acha que consegue treinar mais forte que o distance group. Depois de hoje tenho certeza que eles nunca mais tentam isso. E pra felicidade do aniversariante mas tristeza geral da equipe, hoje não rolou o Birthday Swim que todos por aqui já sabem bem o que é quando se lembram daquele meu vídeo famoso que foi parar no Blog do Coach.

Saindo do treino fui direto ao shopping pra comprar o ingresso que não consegui ontem e aproveitei pra passear um pouco e dar uma olhada nas coisas por lá. Não que o shopping seja lá essas coisas, mas é sempre bom ver se tem alguma novidade. De volta pra casa e cheio de fome, cheguei acreditando que o almoço estava pronto, mas o FM resolveu se dar um presente de aniversário e não cozinhar hoje, deixando toda a galera passando fome. Demos então também um presente pra ele e fomos comer fora e o pessoal realmente estava com mais fome do que eu imaginava. Só não fomos colocados pra fora do lugar porque acho que ficaram com pena de nós, mas tenho certeza que depois de hoje o dono do restaurante vai ter que refazer o estoque de comida dele.

Passamos a tarde toda em casa. Quer dizer, quase. O Panta e o Giordano sumiram de casa e só voltaram quase meia noite. O resto de nós passou a tarde dormindo ou em seus respectivos computadores, até a hora que algum infeliz teve a idéia de ir pro shopping denovo. Não sei quem foi mas juro que se eu descobrir eu vo preparar uma macumba pro desgraçado. Já na ida perdemos os ônibus das duas linhas que levam até lá e tivemos que ficar esperando um bom tempo sentados no ponto. Depois parecia que tudo iria muito bem, passeamos, alguns fizeram suas compras e tudo aparentemente resolvido. O grande problema porém foi na hora de voltar. Bastou sair do shopping pra chuva começar a cair forte e sermos todos obrigados a tomar mais de meia hora de chuva e vento até o primeiro ônibus chegar. Agora, adivinha se servia pra gente.... CLARO que não!!! Esperamos então mais cerca de 10 minutos até chegar algum que nos levasse de volta pra casa, mas a essa altura já estava mais molhado do que nos treinos diários na piscina. Pra piorar a bateria do meu nextel acabou e a do celular da casa também, portanto adeus disk pizza. Paramos no Burger King mesmo que numa hora dessas era a última opção possível na nossa cabeça. Molhados, cansados, com frio e com fome, ainda fomos obrigados a enfrentar o ar condicionado do lugar.

E como se não bastasse tudo isso, chegamos a brilhante conclusão de que esse é o FAST food mais SLOW do planeta. Quase 10 minutos para o primeiro hambúrguer ficar pronto e poder ser absurdamente devorado. Alguns minutos depois (bem menos do que os 10 da demora), já estávamos do lado de fora seguindo em direção à nossa casa, que parecia cada vez mais longe e a rua mais fria. O vento não dava trégua e o FM ainda fez o favor de no meio do caminho perder o celular, nos obrigando a ficar esperando por ele no meio do nada até que ele voltasse o caminho todo e achasse onde havia caído aquele aparelhinho que a essa altura não servia pra mais nada do que nos fazer brincar de pinguins.

Conseguimos finalmente chegar em casa e sou capaz de apostar que o FM nunca teve um aniversário tão agitado e complicado como esse. Parabéns FM, muitas felicidades e que, como diz a música, você sempre seja jovem.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Topo tudo por um raio!!!

O dia começou bom para nós, já que na hora de abrir a varanda e pegar as toalhas já percebemos que não estava aquele frio medonho de todos os dias, que nos faziam questionar se realmente estamos na Florida.
Era dia de compras pra casa, o que significa que o leite na geladeira era pouco, o presunto e queijo quase esgotados e o café da manhã ia ser batalhado. Fato esse que me fez ser logo o primeiro a acordar e garantir a minha parte.

Terça feira de manhã é dia de aerobic set, mas isso só na teoria ou na cabeça insana do Coach Alex. O treino  ia longe e já contava com 3100 metros na piscina longa quando veio a série principal. Inacreditável não sei se foi a série ou a cara da galera quando ouvimos 3x800, 3x600 e 3x400, com intervalos simplesmente impossíveis de acreditar que tudo seria realmente aerobic. 10.00, 7.30 e 5.00 eram tempos que ninguém ali imaginava que seriam dados como intervalos pra um treino supostamente recuperador. Mas missão dada é missão cumprida e como diria o capitão, não conseguimos ver Dalai Lama hoje, mas certamente vi Jesus várias vezes no fundo da piscina.

Exausto com o treino de 8500 metros, saí da piscina acreditando que por hoje era só, mas veio o engano. Todos já esperavam lá fora para uma parte física de terra que substituiu a musculação de hoje e ainda pra completar o pacote recebi a notícia de que a tarde vinha porrada no treino.

Cumprindo com minhas obrigações de dona de casa, passei no correio para depositar o cheque da conta da internet e tv a cabo, antes que alguém reclamasse que não tem como acessar o blog ou assistir Quem Quer Ser Um Milionário. Logo após segui rumo ao supermercado, onde o Erick já me aguardava com o carrinho de compras cheio e logo pagamos tudo e viemos embora. Mas não sem escutar a piadinha padrão dos caixas do supermercado: That's all for you two or you're gonna cook for the whole swim team?
E com toda paciência do mundo, talvez influenciado por Sua Santidade, Dalai Lama, respondi que somos em oito e blábláblá...
Consegui ainda chegar em casa antes do Pedrão que apesar de suas aulas diárias de inglês, continua a perguntar se o book is on the table pra todo mundo aqui em casa.

Realmente sem mais forças para nada, me sobrou encher o prato de comida e cair na cama para pouco mais de 3h de sono e relaxamento até o treino da tarde.
Chegando lá, ainda tinha quem não acreditasse que a porrada ia comer solta na hora que caísse na água. Pois é, comeu mesmo!!! A torcida da galera era pra que alguma força do além viesse e jogasse um raio perto da piscina, o que cancelaria o treino e mandaria todo mundo pra casa, mas a única força do além presente foi aquela que tivemos que fazer na hora da série pra chegar vivos até o fim.

Dessa vez em jardas, o treino beirava os 3000 quando veio a série e como sempre a risada do Coach ao olhar pro grupo de fundo. Não sei quem sacaneia mais alí, se são os salva vidas que deixam a água gelada e nos assistem tremer de frio enquanto eles estão de casaco, se são os treinadores que sabem que fundista tem que se ferrar e socam treino no deep group ou se é o treinador de Age Group que parece o Marco Veiga, que antes de ceder uma raia pra galera fez a piadinha do dia dizendo ao Coach Alex que queria ver a gente fazendo força. Pelo menos ainda tive tempo pra dar tchau pro Kojima que se trocava do outro lado da piscina já fugindo da série.

Coach Alex pegando tempo da série só tem um significado: A bucha vai entrar e é melhor fazer força se não quiser ver o gordinho soltando fogo pelas ventas. 6x200, 12x100, 2x200, 4x100 e 8x50 fizeram uma série que misturava Aerobic, Pace e Fast, parecer a coisa mais cansativa do mundo mas ao mesmo tempo colaboraram com os integrantes da casa que fazem parte do grupo. Eu e capitão acabamos fazendo uma série realmente forte e ganhamos elogios durante todo o trabalho. Eu talvez motivado por ver todo o resto do grupo ficando pra trás e o capitão por bater tempos que ele não acreditava estar fazendo mesmo depois de toda a revolta que rolou entre ele e o Coach no treino da manhã.

Ao final do treino ainda recebi uma proposta irrecusável. Coach Alex, interessado no jogo dos GlobeTrotters que vai acontecer domingo na American Airlines Arena (Estádio do Miami Heats), descobriu que eu e o FM estamos com ingressos na mão e expectativa total pro grande show. O gordinho mais querido dos EUA me disse que se conseguisse outro ingresso pra ele a carona estava garantida. Não só pela carona mas principalmente pela companhia sempre cultural, fui direto ao shopping comprar o ingresso disposto a já amanhã de manhã colocá-lo na mão do Coach. E tudo daria certo não fosse a zica do Erick.

- Israel, você já viu que horas fecha a TicketMaster? Vai chegar lá vai estar fechado hein.
- Relaxa Erick, a loja do shopping não pode fechar tão cedo.

E não fechava mesmo. A loja não. Mas o vendedor da Ticketmaster sim. Feliz por chegar com as portas abertas fui logo pedindo o ingresso pro jogo quando um atendente me avisa que os ingressos são vendidos somente até as 8:30p.m. e ao olhar pro relógio quase tenho uma síncope quando vejo o ponteiro marcar 8:37. Tudo bem, viagem perdida mas passeio válido. 
Já em casa, jantado e pronto pra dormir, só restava mesmo vir aqui postar pra vocês mais um dia daqueles que fazem parte do destino desses 4 amigos que vivem agora nos Estados Unidos.

Daqui a pouco é hora de acordar novamente e o tiktak do relógio marca o início de mais um dia de sofrimento. Ainda bem que amanhã só tem um treino... será mesmo???

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem não tem pão, caça com garfo

Esse foi o lema do churrasco noturno de ontem. Todo mundo com fome e a carne do almoço dando sopa, não deu outra. Churrasco novamente!!! O problema é que a fome era realmente grande e acabou a carne e o pão, então a solução foi jogar o hambúrguer que estava no congelador na roda também e atacar os pedacinhos de carne com garfo na mão...

Hoje pela manhã a expectativa de chuva com raios não se concretizou. A chuva veio, mas os raios não, e nada de treino cancelado. Rolou só uma série aeróbica tranquila que já preparava a galera pro pesadelo do treino da tarde.

Na hora do almoço ficamos sabendo que Dalai Lama virá amanhã à NSU e por isso quem faz musculação de tarde não vai poder usar o ginásio. Com a notícia fresquinha, rolou então a seguinte conversa:

- FM, você nem imagina quem vem amanhã aqui.
- Quem Israel?
- O Dalai Lama
- Sério? Que da hora!!!

- Po, quem é Dalai Lama?
- Ah Simoni, vai me falar que você não sabe quem é o Dalai Lama?
- Não sei po, deveria saber? Ele nada pra caralho? Vai treinar com a gente?

Não preciso nem dizer que depois disso a risada na casa rolou solta né?

O treino da tarde veio forte como esperado. Erick foi remanejado para o grupo de meio fundo e fez série com o Pedrão e o FM, que fazia questão de forçar o costas só pra dar trabalho pro Erick no crawl. A série dos caras foi 1x600 aerobic e 4x100 pace, 4 vezes. Acho que o Erick nunca nadou tanto numa série só.
Mas sacanagem mesmo foi a série de fundo. Dessa vez Coach Omar caprichou na hora de ferrar com os fundistas, mas ao contrário do que eu esperava a série foi surpreendentemente boa, mesmo com intervalos e tempos extremamente fortes. Quem sofreu um pouco nessa onda foi o Capitão, que ralou pra pegar os intervalos dos aerobics mas mesmo assim lutou bravamente até o fim da série pra não ficar pra trás. Mas também era de se esperar essa dificuldade toda, porque não foi só ele que ficou correndo atrás de intervalo não, boa parte do grupo de fundo não estava conseguindo acompanhar o ritmo.
A série de hoje foi:
1x1000 aerobic (on 1.05 pace)
12x50 pace (on .40)
1x800 aerobic (on 1.05 pace)
6x100 pace (on 1.10)
1x600 aerobic (on 1.05 pace)
4x150 pace (on 1.50)
1x500 aerobic (on 1.05 pace)
8x75 pace (on 1.00)

Depois de uma série dessa, a galera estava mesmo morta e não via a hora de chegar em casa, bater aquele rango e cair na cama. E isso porque hoje é só segunda feira...

Pra dar aquela animada, só escutando a música tema da casa que não para de tocar por aqui...


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sunday morning

"Rain is falling..."

Ao contrário da música hoje não foi um domingo de chuva. Seguindo aquilo que a metereologia indicava, o Sol realmente apareceu hoje e deu uma esquentada no clima que já não estava mais suportável.
Acontece que isso acaba desencadeando aquela famosa equação que todo brasileiro gosta.

Domingo + Sol + Carne na geladeira = Churrasco


Mesmo sob um iminente ataque de corvos que teimaram em vir em nossa direção, não paramos com o fogo da churrasqueira e a carne assando. Uma peça incrivelmente grande de carne que pensamos, duraria por 3 refeições, foi inteira no churrasco. Tava realmente muito boa!!!

Meia hora de descanso e lá se foi a rapaziada fazer uma sauna e dar um pulinho na piscina do condomínio em seguida pra dar aquela relaxada. Parece que o domingo vai ser tranquilo por aqui e caminhamos para um final de final de semana calmo, esperando a segunda-feira chegar para retomar todo o trabalho novamente e seguir em frente com os treinamentos que até o presente momento tem dado muito certo. Final de semana que vem tem mais competição vindo por aí, dessa vez um pouco diferente do normal, mas isso eu conto quando for a hora.

A cold week at Florida

De volta aos treinos na Davie, estava acreditando que seria uma semana de calor e muita metragem. Não errei tanto, foi só 50%. A metragem realmente foi bem alta essa semana, mesmo sem ser tão forte, porém nada de calor. Frio, frio e mais frio. Parecia até que ainda estava no Missouri.

Obviamente as temperaturas não eram tão baixas quanto no GP, mas o fato da piscina ser aberta, os treinos as 7h da manhã e o vento incessável batendo na borda, tornavam quase insuportável a tarefa diária de cair na água e fazer força. Pra piorar quando todos já comemoravam que quarta-feira seria apenas um treino e passaríamos o resto do dia descansando no quentinho, veio o grito do Coach Alex do outro lado da piscina avisando que a folga havia sido cancelada, haveria treino de tarde.

Quinta e sexta-feira não foram diferentes, o frio não dava trégua e passamos o dia inteiro agasalhados ou torcendo para que acabasse logo a tortura diária de água gelada e vento na cara. Mesmo assim muitas séries bem realizadas e todo mundo feliz com os tempos feitos nos treinos.

Pra encerrar a semana de treinos gelados e cansativos o sábado veio com força total. No lugar da famosa série anaeróbica que deixa todo mundo acabado, veio um treino gigante e extremamente aeróbio, antecipado pelas palavras do Coach Alex:

- Today guys, we have a really long aerobic practice. I'm sure that's not the most exciting thing to do but it's really necessary, so, I wish you all a good trip... let's go... we'll start with a 5, 4, 3, 2, 1 set...

O treino deu 8 mil na longa, com uma série infinita para o distance group, de 3x800, 3x600 e 4x400, mas mesmo assim terminando antes de todos os outros grupos, afinal, deep team is the best and fast!!!

The Hotel

Se o ditado está certo e a primeira impressão é a que fica, podem ter certeza, eu nunca mais me hospedo num hotel da rede Radisson.
Num frio glacial de 13 graus celsius negativos, uma fila de mais de 20 pessoas esperava para ser atendida e apenas uma recepcionista trabalhava no local, sendo interrompida constantemente por telefonemas e por um gordinho (prestem atenção no gordinho ) que parecia ser também recepcionista mas que não ajudava ela em nada, apenas olhava uma papelada na gaveta.

Nosso grupo se dividiria em 7 quartos, sendo 5 masculinos com 2 por quarto, 1 feminino com a única menina do grupo e 1 para o Coach Alex. Como precisaríamos sair cedo para pegar o novo voo programado para as 7:15 da manhã, pedimos então logo no check-in que todos os quartos fossem despertados as 5h para que tivéssemos tempo de comer alguma coisa, arrumar as malas, voltar ao aeroporto e embarcar com certa tranquilidade. 

A recepcionista nos deu um cartão para entrar no quarto que estava com um número muito mal escrito parecendo ser um 415. Após tentarmos entrar no maldito quarto chegamos a conclusão que aquele 4 deveria ser um 6 e passamos a tentar no 615. Realmente a porta abriu mas logo percebemos que havia algo errado. TV ligada, uma camisa aberta sobre a cama, malas desfeitas e um laptop e um celular sobre a mesa. A infeliz da recepcionista havia nos dado um quarto já ocupado. Desci revoltado com a situação e acabei até chutando a mala de um novo hóspede sem querer na tentativa de passar pela fila gigante para chegar logo ao balcão de atendimento. Fui então atendido pelo famoso gordinho que logo trocou meu cartão pelo quarto 612.

Chuveiro bem quente, toalhas macias, aquecedor funcionando e uma cama com colchão de ar regulável, faziam o hotel parecer agradável. Pois é, faziam, até descobrirmos que a internet do hotel não era liberada e custava $5 por meia hora de uso. O jeito foi descer para jantar. Qual não foi nossa surpresa ao saber que a empresa aérea nos deu , por quarto, apenas $21 dólares para comer no hotel. Sem outra alternativa, chamamos o garçom que adivinhem, também era o gordinho. Cardápio analisado e feita a melhor escolha dentro daquilo que era possível ser chamado de comida, tivemos que gritar até quase nos esguelar para sermos atendidos. Cerca de 1h30 depois do pedido, chega então nosso prato, que claro, justificava em muito o tempo de espera... tínhamos pedido uma pizza.

A pizza ficou pronta em cima de um balcão durante um bom tempo enquanto esperávamos que alguém trouxesse ela até nossa mesa já que o gordinho havia sumido. Quer dizer, sumido não, pois logo achamos ele, mas dessa vez em mais uma função: Cozinheiro. 

Comemos, já revoltados com a espera absurda, e subimos para dormir um pouco antes de continuar viagem, embora não houvesse muito tempo para dormir. Certos de que as ordens dadas na recepção seriam cumpridas, não coloquei o despertador evitando descarga da bateria e também o susto com o toque alto. A PIOR COISA QUE PODERIA TER FEITO NA VIAGEM !!! Aconteceu aquilo que todos vocês já imaginam a essa altura... não ligaram para nos acordar!!!

O bip do meu nextel tocava desesperado no meio da noite e eu sem ter a menor idéia de que horas eram fui apenas conferir quem me chamava e interrompia meu sono já breve. Na tela acusa: Marina Paço. Certo de que ela está em outro quarto no hotel, apenas cancelo a chamada, virando pro lado ameaçando dormir denovo, mas por um segundo algo me fez olhar pro relógio e subir então em menos de 1 segundo, o nível de adrenalina de zero para infinito. Eram 5:55 da manhã !!!!!!!!

- Erick ACORDAAAAA!!! Vamos perder o voo!!! Não ligaram pra gente!!!
- Que horas são?? 
- 5:55... vamos embora agoraaa!!!

BIP -Israel, onde você está?
BIP -No hotel Marina, esqueceram da gente, se arruma e desce agora!!! Vamos perder o voo!!!
BIP -To descendo, achei que tinha ficado sozinha pra trás...
BIP -Não, a gente também está aqui, desce agora!!!

Nos trocamos e guardamos tudo nas malas em questão de segundos e logo estávamos na recepção do hotel, brigando e discutindo exatamente com quem veio na cabeça de vocês agora... o gordinho!!! Foi ele que esqueceu de ligar para nos acordar e já ouvindo um monte de reclamações nossas, pediu desculpas e disse que o máximo que poderia fazer era nos colocar na van que sairia imediatamente rumo ao aeroporto. Passamos na frente de várias pessoas que aguardavam na fila e fomos colocados lá dentro no mesmo instante pelo gordinho que agora assumia o papel de motorista também.

Mesmo com todo o nervosismo e atraso, chegamos a tempo ao aeroporto e toda a viagem acabou sendo muito bem sucedida. Dois trechos de avião depois e estávamos finalmente de volta na Florida e pela primeira vez na última semana consegui sair na rua apenas de camiseta sem reclamar do frio em nenhum momento.

Entramos em casa quase na hora em que os outros acordavam para ir ao segundo treino do dia e como havíamos sido dispensados, aproveitamos o tempo livre para arrumar as malas, lavar as roupas e contar histórias da competição.

Finally home, sweet home!!!

O retorno

O último dia acabou sendo muito mais longo do que nós esperávamos.


Começou bem cedo na verdade quando nas primeiras horas da madrugada resolvemos correr de sunga pela neve já que nenhum de nós nadaria no dia seguinte e podíamos nos divertir um pouco por ali. Muito frio mas o calor da adrenalina acabou superando e tivemos tempo para fazer guerra de neve e tirar até algumas fotos.



Todos cansados acabamos indo dormir e no dia seguinte como só as provas de 1500 feminino e 800 masculino seriam disputadas, tivemos a oportunidade de dormir até mais tarde, não sendo necessário sair tão cedo como nos outros dias para a competição. Apenas quem nadaria as provas e os Coaches foram mais cedo. Acordamos tranquilamente, arrumamos as malas e fomos para a piscina acompanhar mais uma vitória do Monastério e também um segundo lugar do Alex. A etapa acabou rápido e logo estávamos de volta ao hotel carregando os carros com as malas e fazendo os últimos preparativos para a viagem.

Carros prontos, abastecidos e pé na estrada (ou seriam rodas na estrada???). Coach Alex bem esperto logo nos recomendou que maneirasse na velocidade, tentando manter a linha de 6 carros que compunham nossa comitiva. Todos os carros muito parecidos com exceção do carro do Coach Gianlucca que era preto. Saí seguindo as ordens e me mantendo na linha ocupando a quarta posição. Como quem gosta de quarto é hotel, logo tratei de passar mais um e me estabeleci em terceiro. Na frente ia Coach Alex portando seu GPS e Felipe Lima no segundo carro, quando de repente Felipe resolveu pisar um pouco e junto com ele o Coach. Não querendo correr o risco de levar uma multa por acompanhar o ritmo dos dois, mantive o contato visual enquanto foi possível e ao ver que se distanciavam muito deixei que Monastério tomasse minha posição já que ele tinha outro GPS a disposição.

Passamos por pontos importantes no meio da estrada que não haviam sido notados na ida, como a placa que indicava o caminho para Springfield (Simpsons), Richmond (Coach Carter), Black Water (Rio Preto) e uma ponte por cima do Rio Mississipi. Chegamos ao aeroporto, devolvemos os carros e após uma rápida reunião de explicação dos voos de cada grupo, fizemos as despedidas e partimos para nosso check-in e em seguida o portão de embarque. Nosso grupo era o primeiro a viajar e tinha previsão de embarque as 4:15 p.m.. 
Eram 4:10 quando recebemos um aviso de atraso de 15 minutos no embarque, mas passados 10 minutos veio então uma nova previsão de mais 1 hora de espera. Todos achavam que o atraso se devia ao mau tempo no local de escala, porém nesse exato momento veio uma terceira informação. Essa confirmava um problema de vazamento no avião que só poderia ser resolvido por volta das 9h da noite e portanto o voo estava cancelado e todos os passageiros seriam levados para um hotel por conta da empresa aérea.



Recolhemos nossas malas e seguimos para fora do aeroporto, onde deveríamos pegar um Shuttle que nos levaria ao hotel...

Grand Prix do Missouri - Finais do 3° dia


As finais não podiam ser melhores para nós...
Na final B a vitória acabou ficando com um nadador da Davie Nadadores, Daniele Tirabassi, mas Erick abaixou seu tempo das eliminatórias quase entrando na casa dos 52 com 53.22, tempo esse que acabou por colocá-lo no revezamento A de 4x100 livre da Davie Nadadores.


Veio então a super badalada final A dos 100 livre com Brent Hayden, Kishida, Burnett e o campeão olímpico do 4x100 livre americano em Beijing, Garret Weber-Gale. E não é que o Weber-Gale veio parar exatamente na raia 7, do meu lado. Sem nada a perder não tinha motivo algum para não desafiar o cara e tentar levar a melhor. Nadei pra 52.9, um pouco pior que pela manhã, mas suficientemente melhor que Weber-Gale para tocar na parede na frente dele e marcar no resultado um campeão olímpico atrás de mim na classificação geral.


A última prova da etapa não foi nada diferente do que esperávamos. Deu Davie Nadadores em primeiro e segundo lugar e nossa casa com duas medalhas de ouro nessa prova. Encerramos por aqui nossa participação na competição e agora era só esperar pra voltar pra casa quando veio a notícia...

-Israel, come here
-Yes, Coach Alex, what you need?
-Ismael will not back with us and I need somebody to drive his car today and tomorrow back to the hotel and then back to Kansas City... Can you?
-Sure Coach, no problem. I drive it!!!

Acho que ele nunca ouviu a famosa história das 135 milhas por hora e o policial do Exterminador do Futuro atrás de mim... 


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Grand Prix do Missouri - Eliminatórias do 3° dia

Continuando nossa maratona de provas na competição, Erick iria ter um dia com mais 3 provas entre eliminatórias e finais e eu ao final do dia chegaria à 10 provas em 3 dias de competição, o que realmente não seria nem um pouco fácil de aguentar se não fossem os treinos loucos que fazemos por aqui.

Fora de casa a neve continuava a cair forte e a temperatura nesse dia chegava a nem ser tão importante, o que importava era o número de casacos que precisávamos colocar para manter o calor do corpo.



Faltando só os 100 livre para nós dois, dessa vez não nadamos na mesma série mas fizemos mesmo assim um bom trabalho. Erick nadou para 53.6 nas eliminatórias se classificando para a final B da prova. Eu nadei para 52.80 e fui parar na raia 8 da final A. Era tudo que eu queria para o último dia, final A, com apresentação individual dos atletas, música na entrada e várias feras na piscina.


Grand Prix do Missouri - Finais do 2° dia



Procurando pelo balizamento da prova achamos então Erick na Final B dos 50 livre e eu na final C dos 50 e final B dos 400.
Aquecemos nos sentindo bem e ficamos então preparados para as Consolations Finals, como são chamadas as finais B e C da competição.

Erick nadando pra 23.98 chegou em terceiro na final dos 50 livre. Eu nadei pra 24.75 na final C e cheguei em terceiro também.


Veio então a minha final dos 400 livre e eu apenas fiz aquilo que prometi e que esperavam de mim.

- Good job son, Congratulations again. Now I'm seeing back the swimmer of yesterday... you were fantastic!!!


Grand Prix do Missouri - Eliminatórias do 2° dia

Inspirados pelos meus resultados fomos então prontos para encarar o segundo dia de competição. 
Acordamos cedo, tomamos café da manhã no hotel (e deixamos o recepcionista louco tentando colocar tanta comida no buffet em tão pouco tempo) e seguimos rumo à piscina. 

Entre as provas do programa do dia estavam os 50 livre e os 400 livre, o que significava que não só eu entraria em ação mas também o Erick. Dispostos a mostrar que nossa casa não está para brincadeira por aqui, nos abraçamos e desejamos sorte um ao outro, ainda motivados pelos resultados do dia anterior e pela certeza de estarmos preparados para fazer força.

Na série 9 de 11, lá estávamos nós. Erick na raia 1 e eu na raia 3. Nadando sua melhor prova e disposto a quebrar o tabu, Erick caiu na água com vontade para ganhar a série e marcar 24.10 e eu cheguei em terceiro com 24.86. Logo em seguida lá vou eu mais uma vez pra baliza, mas dessa vez pra encarar os 400 livre. Talvez um pouco receoso de fazer uma passagem forte e travar na volta, acabei passando com 2.04 e voltando com 2.03, nadando pra 4.08 e por causa desse vacilo acabei caindo para a final B da prova.

Uma cobrança de toda a comissão técnica e uma cutucada no ego foram suficientes pra me fazer acordar e estar pronto para a final da tarde... 
- Erick, eu vou ganhar essa final B!!!

Grand Prix do Missouri - Finais do 1° dia

As finais do primeiro dia prometiam ser realmente boas e lá estava eu em uma delas com direito a Ryan Lochte nadando lado a lado. Pois é, tava bom demais pra ser verdade... o cara resolveu dar uma de Phelps e também saiu da final.

Aquecimento encerrado e então vem o famoso e tradicional hino nacional americano em todos os eventos esportivos que são realizados por aqui (acho que sei agora de onde o Brasil tirou essa idéia). Todos param, realmente todos. Até quem estava na piscina de soltura terminando seu aquecimento parou de nadar pra ficar boiando e prestando atenção ao hino.




E assim começam então as tão esperadas finais do GP do Missouri. 
Presença de vários brasileiros e entre eles eu, na final A dos 200 livre nadando na raia 2.
Em uma prova que até eu mesmo fiquei surpreso, fiz 1.52.7 ficando em quarto lugar a meio segundo do pódio. Passei com 56 e voltei com incríveis 56, dobrando a prova e fechando para a casa dos 27, fato só compartilhado pelos dois primeiros lugares da prova. Conferi as parciais com o Coach e fui soltar porque em seguida vinha o revezamento 4x200 e a Davie Nadadores mais uma vez mostrou ter ido com força total, dominando a prova de ponta a ponta e seguida pelo revezamento B do próprio time.

Começamos com o pé direito... Go Davie!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Grand Prix do Missouri - Eliminatórias do 1° dia



Primeira etapa da competição, já estávamos pilhados de ver vários atletas da natação mundial ali presentes e eu fiz então minha estréia. Primeira prova da competição e logo minha prova principal.
Me sentia muito bem ainda no aquecimento mas a tensão da estréia sempre existe, ainda mais quando se trata de uma competição desse nível.

Imaginem então como não foi minha reação ao olhar o Start List e dar de cara com um certo cara balizado na raia 4: Michael Phelps.
Uma mistura de nervosismo e euforia me tomaram mas duraram poucos segundos pois logo me avisaram que por causa de problemas com a neve o aeroporto do qual ele sairia havia sido fechado e ele não vinha.
Tudo bem, deixei de lado a esperança de encontrar a lenda da natação e caí na água para fazer o meu.
Minutos antes da prova comentei com Erick o tempo que pretendia fazer e ao nadar muito melhor do que imaginava eu olhava para o placar, para ele e para todos ao redor sem conseguir acreditar realmente no que estava vendo.

- Good job son, really good job. Congratulations. Go swim down now. You have the A Final this afternoon.

Essas foram as palavras do Coach Alex após minha prova. Todos me cumprimentando pelo resultado obtido pois eu acabava de fazer o terceiro tempo do time e éramos 4 na final A da prova. Fui soltar, ví meu vídeo e achei os pontos de acerto pra prova da tarde.

- Estou pronto pra final!!!



Neve, muita neve!!!



A previsão do tempo já indicava e os termômetros também. Teríamos neve no dia seguinte de manhã. Dito e feito!!!
Acordamos com muita neve na porta do quarto no hotel e claro que não podíamos deixar de registar tudo, brincar na neve, fazer guerra de bolas de neve e sentir que seriam dias realmente gelados.

Meeting stars at the meet

Não, a piscina não era aberta e nós não ficamos dando uma de astrônomos olhando para o céu.
Estou falando é dos vários nadadores olímpicos presentes na competição. A maior estrela da competição seria obviamente Michael Phelps, mas infelizmente ele não apareceu, provavelmente com medo pois estaria na minha série de 200 livre nas eliminatórias. Mas isso não tirou nem um pouco o brilho da competição que estava repleta de grandes nomes da natação mundial.

Pela ordem: Brent Hayden, Kosuke Kitajima, Bradley Ally, Ricardo Monastério, Daniele Tirabassi, Garret Weber-Gale, Eric Shanteau, Ouss Mellouli e Ryan Lochte

Kansas City



Entramos no avião e aí sim, fomos surpreendidos novamente. O teco teco que nos levou pra Kansas City era 2x1 com um teto muito baixo e um espaço pras pernas menor do que lotação que vai pra Gleba II.
Sem poder reclamar afinal estávamos em um EMB qualquer coisa, que traduzindo a legenda descobrimos ser um Embraer e portanto um aviãozinho brasileiro. Tinha que ser né, brasileiro é pior que formiga, tem em qualquer canto, até no avião.

Chegamos em Kansas City tomamos muito frio na cara e batemos aquele lanche pra matar a fome da galera. Menos de 5 minutos depois eram 4 os integrantes do nosso grupo que se encontravam desesperados na procura de um banheiro.

Próxima parada, locadora de carros. Chegamos em um voo atrasado e esperávamos portanto ser o último grupo mas então vem a notícia de que éramos o primeiro grupo a chegar. Com o Coach Alex sem celular e sem informação alguma de onde estavam os outros grupos o jeito foi esperar pela chegada deles.
Carros lotados e o Isma ficou pra trás esperando pelo último grupo que chegaria, já que ele já morou por ali e sabia o caminho para Columbia.



Pois é, não era nosso destino final ainda. Precisamos ir até Columbia, a cidade na qual seria a competição e onde fica a Universidade do Missouri, por sinal uma universidade fantástica.
Fomos direto pra piscina fazer o reconhecimento e nadar um pouco para não ficar o dia inteiro parados.
Eu ainda comentava com o Erick sobre a impressão de ser uma piscina muito rápida quando passa Arthur Mendes falando: Galera, eu não sei se sou eu ou essa piscina é muito rápida!!!!
Minhas suspeitas foram confirmadas então, a piscina era muito boa mesmo e iríamos ter uma excelente competição, eu, Erick e toda a equipe da Davie Nadadores.



Hora de jantar, ir para o hotel e dormir. Sexta feira prometia ser um grande dia!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Put your hands up 4 Detroit...




Faltando poucos minutos para o pouso resolvemos olhar pela janela do avião e vimos então aquilo que era um dos itens mais esperados da viagem: NEVE !!!
A cidade estava completamente coberta de neve, todas as ruas brancas e parecia uma imagem do google maps que passou pelo paint brush e foi pintada de branco. No alto-falante o piloto anunciava a chegada e a temperatura externa... Aproximadamente 22 graus fahrenheit, que calculados nos davam exatamente 5graus celsius negativos.


Chegamos então em Detroit e logo descobrimos que nosso próximo voo sairia rápido e havia mudado de portão. Começou então a correria pelo aeroporto tentando achar naquele infinito de corredores e pessoas, o lugar certo para ir. Andamos em escadas rolantes, esteiras rolantes, corremos e quase pegamos o trem que existe dentro do aeroporto para conseguir chegar ao lugar certo.

Todos mortos de fome e loucos por um banheiro, deixamos as malas em frente ao portão de embarque e tratamos de achar as placas de Restroom e Snacks. Todos prontos, começa então o embarque para a etapa final do nosso voo e a chegada a Kansas City, MO.

Na correria, óbvio que as coisas tinham que dar errado. Coach Alex esqueceu o Iphone no aeroporto e só foi se dar conta disso já no Missouri. O jeito foi seguir viagem.

Preparativos pro Missouri



Tudo escuro no quarto e uma luz se acende...

- Israel, que horas a gente tinha que acordar?
- Calma deixa eu pensar... 

Eu olho pro relógio e vejo 3:57a.m., grog de tanto sono, tento pensar em que horas o despertador ia tocar já meio desesperado achando que tinha perdido a hora...

- Caralho Erick, faltam 3 minutos pro despertador tocar...
- Ah, beleza então, vamos deitar...

Fechei o olho e em seguida já abri com a música da motorola tocando na minha orelha. A casa em silêncio, muito frio lá fora e Erick e eu tomando café da manhã e nos arrumando pra ir ao ponto de encontro da van que nos levaria ao aeroporto para nossa tão esperada viagem ao Missouri.
Roupas e mais roupas, malas nas costas e lá vamos nós andando pela madrugada no meio da rua. 
Entramos na van e Coach Alex nos recebe com a notícia: No Missouri está -13 graus celsius nesse exato momento. Nada mais animador!!

Todos chegaram e partimos então para o Aeroporto. A equipe havia sido dividida em vários grupos e várias empresas aéreas e chegariam em diferentes horários por diferentes rotas ao destino final dos voos, Kansas City. No caminho ficamos sabendo que o primeiro grupo que havia viajado mais cedo tinha precisado mudar de aeroporto e embarcar em outro voo por culpa das condições péssimas do tempo na cidade de escala.
Chegamos ao aeroporto então com os últimos dois grupos e comemorando estar no mesmo voo do Coach Alex, afinal esse era o que saía mais tarde e chegava mais cedo... Smart Coach!!
É, mas a comemoração não durou muito tempo. Bastou chegar ao guichê para fazer o check-in e veio a notícia. Coach Alex havia errado o horário e perdemos nosso voo. A solução foi trocar o voo e em vez de fazer escala em Atlanta, GA, acabamos indo parar em Detroit,MI.

O único problema foi a multa para mudar o voo. 50 dólares por cabeça, pagos claro pelo Coach Alex, o responsável pelo nosso erro. Ficamos então esperando no aeroporto um pouco mais que o necessário mas logo embarcamos e seguimos rumo a mais aventuras.






Top 10 frases

Vamos lá pras 10 frases mais ouvidas e faladas por aqui:

1- Tá frio pra caceteeee!!! (Todos)
2- Let's go, let's go (Coach Omar)
3- Fast, fast, I said all loud!!! (Coach Gianlucca)
4- I'm Dead (Alex di Giorgio)
5- Tranquilo, tranquilo Coach Omar, tranquilo (Daniele Tirabassi)
6- Coloca um prato embaixo porra! (Erick Reusch)
7- Caralho Erick... (Israel Murat)
8- Come on son (Coach Alex)
9- Tá bom vó, tá bom (Gabriel Pedrão e FM)
10- See you later, alligator! (Coach Alex)

TOP TOP - Hey Coach (Todos)

TOP TOP 2 - Your mom, your dad, your sisterrrr (Coach Alex)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma semana Rio-SP

Foi assim a primeira semana com 8 moradores na casa. Muitas conversas e trocas de informações, muitas histórias sendo contadas e risadas dadas. 
Além da TV que ganhamos do Coach, chegou essa semana também o Home Theater que nós encomendamos que já deu um outro astral pra casa. Compramos também uma mesinha com 4 cadeiras e agora pelo menos temos lugar pra sentar na hora de comer. 
Aos poucos a casa vai crescendo, melhorando e ganhando mais cara de casa realmente.

No primeiro fim de semana juntos foi dia de ir ao Sawgrass. Pra quem não sabe, esse é o nome do Super Shopping que existe aqui em Plantation, cidade vizinha à Davie e Fort Lauderdale. É realmente muito grande e com lojas de outlet de qualquer marca que for possível imaginar, o que acaba por tornar o lugar uma tentação ao consumismo. Promoções absurdas e ofertas inacreditáveis fazem com que em pouco tempo seu dinheiro suma da carteira e suas mãos se encham de sacolas de compras.
Nos separamos em alguns grupos e fomos andar pelo local que parece não ter mais fim, mas no final conseguimos encontrar aquilo que queríamos e todos saíram satisfeitos do lugar. O grande problema foi na volta, pois já que estávamos separados, cada grupo fez as suas compras e foi embora na hora que resolveu, mas o meio de transporte da casa ainda é o ônibus e claro que não seria possível todos chegarem sem erro em casa. A dupla Pedrão e Simoni foi a grande campeã no quesito "cagada" do dia. Para voltar pra casa era preciso pegar o ônibus número 40 e saltar em uma avenida na qual ocorre a troca para a linha número 2. Acontece que a dupla conseguiu pegar o 40 e em seguida o 22 e se não tivessem tido muita sorte de nos preocuparmos com eles e ter ligado, estariam a essa altura perdidos por aí em algum lugar da Flórida.

No domingo rolou aquele churrasco, mas dessa vez com um frio muito forte na varanda, fazendo com que a comida fosse logo colocada pra dentro e em seguida todos voltaram para a parte de dentro do ap para se aquecer. Uma dormida no meio da tarde e então olhos atentos na TV. A Final do Super Bowl estava começando. Colts x Saints em um jogo que parecia muito fácil para o time dos Colts, mas que numa zebra fantástica sofreu uma alteração forte no resultado e terminando então com os Saints campeões em 31x17. De noite um passeio na fármacia nos rendeu alguns potes de sorvete, anti-sépticos bucais gigantes pra galera, uma pista de mini-skate pro FM, um urso gigantesco de pelúcia que trouxe de presente de Valentine's Day pra minha namorada, um longo papo do capitão com a senhora que trabalhava no caixa e dois ovos cozidos que levamos num copo para esfriar no caminho e comemos lá dentro mesmo.

A segunda semana em octeto chegou e com ela muitos treinos e séries desafiadoras. O "time" da casa se adaptando muito bem a rotina e na quinta feira viria então a viagem para o Missouri. O Grand Prix do Missouri começava na sexta feira dia 12, e eu e Erick (os únicos da casa que foram pra competição) viajaríamos dia 11 de madrugada. Sendo assim a rotina de treinos para nós sofreu uma pequena alteração, evitando o cansaço excessivo comum dos treinos americanos, mas para o resto da galera da casa continuou comum. 

Quarta feira os cariocas resolveram ir passear na praia de Las Olas e adivinhem só... se perderam também nas linhas de ônibus. Isso porque existe um mapa que facilita a vida de qualquer ser que se interessar em procurar o caminho correto. Eu já dormia quando eles chegaram congelados de tanto frio e fiquei sabendo da história apenas pelo blog dos figuras.

Nesse momento o blog se separa por alguns dias dos acontecimentos aqui em Davie, FL e começa a ser narrado nas aventuras em Kansas City, MO e Columbia, MO. Os fatos que ocorreram por aqui vocês podem acompanhar no blog dos cariocas (200 easy).

Our house is like mom's heart...

Sempre cabe mais um! Coach Alex sempre um paizão para todos nós, primeiramente fez uma reunião com os 4, juntamente com Coach Omar, para conversar um pouco e nos deixar por dentro de todo o planejado para nós nessa temporada, bem como para tecer elogios à nossa atitude e coragem ao vir morar e treinar por aqui.

Depois disso veio me avisar sobre alguns atletas que também estavam chegando na Davie em breve para fazer training camps por aproximadamente um mês. Tentando facilitar a vida desses nadadores, Coach Alex não os mandou para o hotel direto, primeiro queria saber se havia a possibilidade de hospedarmos esse pessoal durante algum tempo.

Após uma rápida reunião de casa, chegamos a conclusão de que não haveria problema algum. Sendo assim, chegaram então os novos 3 moradores temporários da nossa casa: Henrique (Pantaneiro, ou só Panta), Luis (Capitão) e Giordano.

Para uma casa 100% paulista, um aparente problema, afinal, eram 3 cariocas. Mas logo percebemos que o desafio Rio x São Paulo não seria nada preocupante, pois além dos caras serem muito boa gente, nem são mesmo do Rio. O Panta fala com sotaque de carioca, mas se diz de Cuiabá só que na verdade é de Cáceres. Giordano fala mole e logo percebemos que uma lezera nordestina batia em nossa casa deixando tudo mais Axé. Capitão sim, esse sim do Rio, ou quase, porque ele morou lá a vida inteira mas na verdade nasceu em BH.

Mas não bastava estarmos em 7, mesmo sendo um número de sorte e até cabalístico, afinal 7 são as cores do arco íris, as notas musicais, os dias da semana, os pecados capitais e muito mais coisas. Ainda assim tínhamos um desequilíbrio na casa de 4x3 e assim veio então a convocação do oitavo elemento: Lucas Simoni
Simoni que também é de Santos e treinava conosco já no ano passado, encontrava-se em NY, curtindo um pouco o frio da maior cidade do mundo, quando entrou em contato conosco manifestando o interessa de vir morar em nossa casa. Mais do que aceito, pousou por aqui no Domingo mesmo após a competição de Saint Andrews e assim nosso time está completo.

Agora parecemos uma gang andando nas ruas com 8 marmanjos falando português no meio de tantos gringos, mas temos agora pelo menos um 4x4 se resolvermos jogar basquete na quadra do condomínio.


With the ass to the moon

O termo que traduzido ao pé da letra para o português quer dizer “estar com sorte” se aplica diretamente a nós.
Eu acredito muito na teoria de que uma coisa ruim acontece para que em seguida aconteça alguma muito boa e baseado nos fatos e acontecimentos tenho tudo para confirmar que a teoria é real.
Depois de tantos desencontros, viagens canceladas, malas perdidas e uma sequência de fatos trágicos, chega então a hora de contar as coisas boas. A primeira veio antes mesmo de chegar aos EUA, quando ao encontrarmos o condomínio em que moramos e iniciarmos toda a negociação e documentação para o aluguel do apartamento, recebemos um desconto em algumas taxas e imposições que normalmente eram feitas, porém para nós seriam descartadas graças a crise imobiliária americana.
Quando mal tínhamos nos acostumado com o apartamento, começaram então a pipocar as novidades. Além da enorme quantidade de bolas encontradas, tivemos o taxista que encontrou minha pasta e trouxe de volta, o FM que chegou exatamente na hora que eu estava na rua e a bondade de todos por aqui tentando nos ajudar.
Ganhamos uma máquina de lavar e uma de secar roupa de um técnico que ia mudar as da própria casa. Fizemos amizade com o rapaz que transportou as máquinas para nossa casa (que por sinal já trabalhou para o Sílvio Santos) e ele além de nos ajudar com a instalação também se sensibilizou com nossa aventura e nos deu uma Van para que não fiquemos andando a pé para todos os lugares. Quando achamos que tudo já ia muito bem para nosso lado, recebemos a notícia de que vamos ganhar uma grande quantidade de móveis de uma amiga do Coach Alex, e claro que não poderia faltar o próprio Coach, que resolveu colaborar com o crescimento da casa nos doando uma TV, pequena, mas que resolve o problema por um bom tempo até a aquisição de uma maior.
Acho que só falta ganhar na mega sena agora, quem sabe eu não jogo ainda hoje!!!

Ora bolas...

Tudo começou por culpa da quadra de basquete. Vendo ela ali em frente a varanda de casa, não conseguimos nos conter e acabamos por comprar uma bola para jogar.
Não bastasse isso, compramos também discos de hockey no dia do jogo. Passamos também todos os dias pelos campos de baseball e softball da universidade, o que acaba por nos render várias e várias bolas que ficam por ali esquecidas e abandonadas visto que já estão velhas e fora de uso para o time. Perto da quadra de tênis temos também algumas bolas de tênis abandonadas e conseguimos chegar também ao cúmulo de encontrar uma bola de futebol americano jogada no lixo.
E quando achamos que já tínhamos tudo, eis que aparecem com uma bola de golfe em casa.
Sendo assim, acabamos por fazer uma enorme coleção de bolas de diversos esportes, que fica exposta na sala tentando decorar um pouco nosso lar, doce lar.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Second meet

Para aqueles que já estão perdidos nas datas, nos encontramos agora nos dias 30 e 31 de janeiro.

A idéia da galera durante a semana era arrumar um meio de ir para Key West visitar as praias e mares azuis do "quase" Caribe. Idéia essa logo abafada quando na quarta feira ficamos sabendo que haveria uma competição em piscina de jardas no final de semana. A competição se desenrolaria durante sábado e domingo, em Boca Raton, na piscina do colégio Saint Andrews.

Partimos então para o local de encontro e entramos nas vans que levavam a equipe para a competição. Chegando no local vimos uma bela escola e também uma bonita piscina, rápida, porém com água um pouco turva e piso irregular, o que veio a dificultar as viradas de muitos nadadores durante as provas.

Na noite de sábado finalmente, após vários dias de dificuldades com a liberação do passaporte e do visto americano, chegou o Gabriel Pedrão em casa e assim completamos então o quarteto de mesmo destino em busca de seus sonhos e objetivos.

Gabriel, assim como nós, também já chegou competindo, o que dificultou um pouco seu desempenho, porém acabou se saindo melhor do que nós visto que já treinava no Brasil antes de viajar. Num dia feio com possibilidade de chuva a qualquer momento, acabamos esquecendo de tirar uma foto dos 4 juntos, mas claro que não podíamos deixar de registrar o momento com uma foto de equipe. Davie Nadadores is growing up!!!


Resultados em jardas:

Israel Murat:
50 free  - 22.17
100 free - 47.08
200 free - 1.43.01
500 free - 4.45.75

Erick Reusch:
100 fly - 56.19
50 free - 21.52
100 free - 48.09
200 free - 1.47.39

Fernando Ernesto:
100 back - 50.80
200 back - 1.50.69
50 free - 21.42
100 free - 45.58
200 free - 1.41.15

Gabriel Pedrão:
200 breast - 2.11.18
200 IM - 1.59.43


Hard Practice

Mesmo com competição vindo pelo final de semana, tivemos treinos duros e séries cansativas... mas claro que não podemos reclamar, afinal, foi para isso que viemos tão longe.
Séries realmente desgastantes mas muita alegria no término de cada uma, fazendo até mesmo o cansaço desaparecer algumas vezes.
Pela manhã normalmente treino em piscina longa, pela tarde em jardas. Eu disse normalmente, pois isso não é padrão, já que algumas vezes aparece uma tal de Powerset.

Acredite, você não quer saber o que é Powerset, mas mesmo assim eu vou contar. Duas séries de medicine ball com 15 repetições em 1 minuto, três tiros de 15 segundos no extensor dentro da água, mais duas séries de medicine ball, mais três séries de extensor com palmar dessa vez, cinco saltos fora da água e então dois tiros de 25 jardas All Loud. Essa brincadeira toda duas vezes.

Bom esse é apenas um exemplo de tudo que fazemos por aqui, sem contar as séries de pace com as quais os deep distance swimmers (fundistas), dos quais eu tenho o orgulho de fazer parte, não sabem brincar. Uma parte da equipe que conta com nomes como Ricardo Monastério, Daniele Tirabassi, Alex di Giorgio e muitos outros, que gostam de competir em qualquer item desde o warm up até o 200 easy do final.

Erick treina com os Sprinters, os velocistas, que por aqui treinam muito mais que no Brasil e que vivem dando tiros de 25 e 50 jardas, além de fazer 3 vezes por semana a temida Powerset do Coach Omar.

Pedrão e FM treinam com os Strokers, que são os meio fundistas nadadores de estilo. Esses fazem séries parecidas com as de fundo, porém sempre com alguma facilidade extra, mesmo que seja apenas o intervalo mais fácil, embora tenham que fazer realmente muitas séries de estilo e somente estilo, pois nos EUA quando você ouve Stroke, por favor, não nade crawl !!!

Além disso, musculação quase todos os dias, alongamentos, abdominais, flexões de solo, etc, etc, etc... we have a hard practice, but we like it cause everybody knows... NO PAIN, NO GAIN !!!