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keeping together is progress,
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Brasil



Brasil... sim... Brasil... chegamos em casa!!!

Como não voltamos juntos, não sei o que se passou nas viagens do FM e do Pedrão, então vou narrar a minha viagem.

Comecei o dia cedo, 6h da manhã estava de pé me arrumando pra longa viagem que vinha pela frente. Tudo pronto, me despedi do Pedrão que ainda treinaria segunda pela manhã e era hora de colocar as malas no carro. Como a previsão era de chuva, enrolamos as malas na capa da caçamba e pé na estrada. Comigo iam Evandro e Erick pra aprenderem o caminho e poder trazer o carro de volta pra casa sem problemas.

Chegamos no aeroporto sem grandes problemas e lá foram eles embora com o Forrest, já eu em direção ao balcão da Aerolíneas Argentinas. Galera, conselho de amigo, me desculpem aquelas que tem parentes ou amigos argentinos, mas NUNCA VIAJEM COM UMA EMPRESA ARGENTINA. Tenham certeza, se você acha que alguma coisa está muito, mas muito ruim mesmo no Brasil, na Argentina vai estar pior!!!

O limite das minhas bagagens era de 23kg e mesmo com malas que pesavam mais de 26 quilos, consegui dar o famoso jeitinho brasileiro e apoiar as laterais das malas na borda da balança, fazendo minha mala pesar apenas 22kg. Passei tranquilamente sem excesso de bagagem e passar pelo raio-x nos EUA não foi nada complicado. Logo estava na sala de embarque apenas aguardando o momento pra entrar no avião e dar um até logo pra terra do Tio Sam.

O avião partiu sem problemas e até aí parecia tudo muito tranquilo. O avião estava até meio vazio, com várias poltronas livres e a viagem parecia ser tranquila até que começaram os serviços de bordo. Comissários antipáticos, lanche ruim e refrigerante sem gelo. A viagem de 8h até Buenos Aires rendeu muito e parecia que não iria acabar nunca. Deu tempo de pensar no que deveria ter acontecido no retorno pra casa com os dois e o Forrest, onde estaria o FM já em Santos, e como estaria o Pedrão se preparando pra embarcar também rumo ao Brasil.

Finalmente em Buenos Aires, preenchemos ainda no avião aquele famoso formulário de imigração. Os dois últimos campos da ficha eram: Direção na Argentina e Cidade.
Uma vez que eu não iria a lugar nenhum nesse inferno de país e somente ficaria dentro do Aeroporto esperando para entrar no meu próximo voo, deixei em branco estes campos. Chega então a minha vez de ir até a cabine entregar os documentos e o cara lá dentro me pergunta pra onde vou na Argentina e qual cidade. Obviamente respondi que estava em branco porque não iria ficar na Argentina, mas ele insiste que eu coloque alguma coisa alí. Por um momento achei que estava em Portugal e não na Argentina, porque o infeliz demorou pra entender isso e mesmo assim me obrigou a escrever no campo em branco: En transito a Brasil.
Isso tudo com um pequeno detalhe, ele deve ser aqueles viados bem frescos que não empresta as coisas e sequer me cedeu uma caneta pra escrever no papel. Tive que ficar esperando pelo próximo voo chegar, para que as pessoas que entravam na fila me emprestassem uma simples Bic e eu pudesse preencher aquilo.

Passei pela imigração e como minhas malas iriam direto ao Brasil sequer fui para a esteira de bagagens. Cabe aqui uma explicação: Minhas bagagens iram direto porque a segunda metade da minha viagem seria realizada de Gol, já que os infelizes da Aerolineas Argentinas tranferiram os voos da Argentina para o Brasil para um outro aeroporto e portanto eu perderia a escala já que não daria tempo de chegar lá. Essas sumidades da inteligência humada tiveram a manha de marcar um voo no qual é impossível chegar a tempo para o próximo trecho e queriam que eu dormisse novamente em Buenos Aires por conta da empresa e viajasse apenas no dia seguinte. Como eu não sou palhaço pra ficar caindo nessas arapucas dos hermanos (que de meu irmão não tem nada!!!), reclamei com a empresa e me colocaram no voo da Gol para eu poder chegar em SP na mesma noite que eu pretendia.

Segui então para o raio-x e resolveram implicar então com um simples pacote de M&M que eu carregava junto com meu travesseiro. A essa altura eu já tinha perdido minha paciência com os infelizes e me perguntavam em espanhol e eu fazia questão de responder hora em inglês e hora em português, confundindo a cabeça deles e fazendo com que me liberassem logo dali. Achar o balcão da Gol então tornou-se o próximo desafio, afinal, se os portugentinos tem a possibilidade de complicar as coisas para nós, para que vão facilitar, certo? Uma fila gigante me aguardava no check-in da Gol e ao me perguntarem se havia bagagens respondi prontamente que não (Lembrem-se que minhas bagagens iriam DIRETO para o Brasil, segundo a Aerolineas Argentinas).

Após o check-in, fui informado de que precisaria apenas passar na imigração e então estaria logo na sala de embarque para finalmente seguir de vez pra casa. Quem dera fosse tão simples. Passei mais uma vez pelo raio-x e adivinhem, resolveram novamente me perguntar o que fazia um saco de M&M no meu travesseiro. Por acaso eles acham que eu trafico balinhas de chocolate agora???

Segui em direção à imigração e claro, a fila era enormemente enorme. A tela que mostrava os voos que partiam, indicava meu embarque as 21:25. Eram 21:35 e eu ainda estava na fila esperando a boa vontade das autoridades hermanitas. A fila não andava e quando eu achei que tudo estava perdido, dei a primeira sorte do dia. Meu voo passou de confirmado para atrasado, aparecendo então um novo horário de embarque na tela, 21:50. A passos de tartaruga perneta com cãibra, a fila foi andando e cheguei então no guichê. Entreguei o passaporte e veio a pergunta do outro lado: Onde está sua ficha de imigração?

- Filho, estou com o voo atrasado, estou mais atrasado que o voo, estou SAINDO do país e não gosto da Argentina. Será que dá pra entender que eu não preenchi papel nenhum dessa vez?
- Mas você precisa preencher!!!

Já sei paciência nenhuma, voltei até onde haviam algumas fichas, esperei pela boa vontade de alguém na fila me emprestar uma caneta e preenchi tudo voando. Na pressa, preenchi o campo Direção na Argentina, com a seguinte frase: Em trânsito ao Brasil. Em português mesmo. E claro que na hora de entregar a ficha o cara resolveu embaçar denovo comigo, pedindo que eu entregasse outra ficha, mas escrita em espanhol. Já puto com tudo aquilo, comecei a fazer um show até que o cara resolvesse me deixar passar do jeito que estava mesmo. Cheguei na sala de embarque e já havia pessoas entrando para o avião. Graças a Deus eram meus últimos minutos nessa terra infernal. Garanto, se depender de mim, não volto na Argentina tão cedo. Mas ainda havia tempo para mais uma trapalhada. Chamavam meu nome no alto-falante e fui então me apresentar no balcão da Gol e descobrir o motivo de me chamarem. Acontece que eu havia declarado que não tinha bagagens, mas haviam aparecido de última hora duas malas com meu nome e eles precisavam saber se eram realmente minhas para poder liberar as bolsas, já que eu havia falado que não tinha bagagens. Será que era tão difícil assim de perceber que o nome era o mesmo, o destino era o mesmo e a empresa era a mesma, portanto é ÓBVIO que as malas eram minhas. 

Viajamos mais 2h15 até SP e quando desembarcamos ainda fiquei naquela expectativa de saber se minhas malas chegariam ou não. Chegaram!!! Passei rapidamente como não-declarante na alfândega e logo estava abraçando meus pais e minha mulher. Finalmente em casa e agora era hora de curtir novamente nosso querido Brasil, respirar o ar mareado da cidade de Santos e esperar poucas horas até novamente cair na minha piscina de tantos anos. 

O treino de terça feira foi renovador, me sentindo novamente em casa, sendo recebido por todos com muita alegria e confirmando a certeza de que a competição será muito boa para nosso time. A Unisanta se mobilizou inteiramente para poder realizar uma competição à altura do que exige um Troféu Brasil / Maria Lenk e com certeza teremos uma excelente competição por aqui.

Na quinta feira nada de treinos dentro da água, mas uma reunião franca entre técnicos e atletas, mostrando que a força do time está dentro de nós mesmos e que estamos preparados para o que der e vier.
Como diz a música que toca na propaganda da Unisanta na TV:

"A Força que nos une é a força que nos move, é a nossa bandeira é a nossa união, todas as conquistas, nossas vitórias, ORGULHO DE SER UNISANTA DE CORAÇÃO. Aprender a vencer, minha alegria é tanta, eu tenho orgulho de ser, de ser do SANTA!!!"



Hora de descansar agora... Don't forget guys...  YOUR PILLOW IS YOUR BEST FRIEND!!!


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